sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Notícias Tchecas


     Nos dias 19 e 20 de outubro, realizar-se-ão eleições para o parlamento tcheco. Cidadãos tchecos que residem temporária ou definitivamente no Brasil poderão escolher seus candidatos comparecendo à Embaixada Tcheca em Brasília ou no Consulado Geral em São Paulo nos dias 19 e 20 de outubro das 14h às 21h. Para votar a pessoa deve estar registrada na lista especial administrada pela embaixada ou pelo consulado. Quem já votou no passado, já consta na lista. Os novatos devem procurar as representações tchecas no Brasil e cumprir as formalidades exigidas.        
Mais  informações pelo  e-mail consulatebrasilia@mzv.cz Atenção: o prazo para se inscrever vai até 10 de setembro. No início de janeiro de 2018 haverá outras eleições. Desta vez para presidente da República Tcheca (nome atual: Tchéquia). Para votar conscientemente é importante acompanhar as notícias econômicas, culturais e políticas da nossa pátria.



     No dia 4 de Setembro, o ano letivo de 2017/ 2018 recomeça com algumas novidades nas escolas de primeiro e segundo graus. Todas as crianças a partir de cinco anos terão que cursar o pré-primário. Para crianças entre quatro e cinco anos, o curso não é obrigatório, mas elas têm o direito de frequentar as aulas, e o governo ou municípios têm obrigação de garantir vagas para todos os interessados. Nas escolas de primeiro grau foi incluída nova disciplina obrigatória: a natação. 
Também foram definidas regras sobre expulsão de alunos transgressores dos regulamentos, e normas para alunos que estudam no exterior, como os filhos de diplomatas, por exemplo, cujo maior problema é a prova da língua tcheca. Outra mudança é a diminuição de exigências para diploma de enfermagem: não precisam mais do curso completo de medicina, agora basta um ano de curso superior especial.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Notícias Tchecas

  
     A invasão da Tchecoslováquia, na noite de 20 a 21 de agosto de 1968 pelas tropas do Pacto de Varsóvia, foi lembrada em várias solenidades pelo país. Em Praga, em frente à Rádio Praga, uma manifes- tação na última segunda-feira lembrou a parcial destruição do prédio pelos tanques soviéticos e as vítimas humanas durante a agressão. Os oradores exaltaram o heroísmo das pessoas que, desarmadas, enfrentaram tanques e soldados com metralhadoras. Já outras pessoas traíram a pátria e se alinharam aos invasores na procura de vantagens pessoais.         
Na Eslováquia, na capital Bratislava, o premier Robert Fico lembrou a época, após a invasão, conhecida como Normalização, que reinstalou a prática de opressão e perseguição aos democratas. A finalidade desses atos públicos é evitar o esquecimento dessa tragédia e impedir que atos dessa natureza se repitam no futuro.

   
   
A jornalista brasileira Isadora Costa vive  há seis   anos   na   República Tcheca  (que  agora  passou  a   se chamar   Tchéquia ).   Num  artigo publicado   na   internet,  na  série Brasileiros     pelo    mundo,     ela descreve algumas  diferenças  que descobriu  nos  costumes  tchecos. Em vez de se abraçar como fazem os  brasileiros  quando encontram  um amigo,  os  tchecos trocam um aperto de mãos, evitando o contato físico mais emotivo.   É praticamente uma regra, ao chegar  em  casa ou à casa de alguém,  tirar  os  sapatos  e  calçar chinelos guardados na entrada, junto à porta. Outro costume gene- ralizado é começar as refeições principais com uma sopa. 


Os pequenos resfriados, comuns nas regiões frias, produzem escorrimento do nariz, que os tchecos assoam em qualquer lugar sem o menor constrangimento. Apesar de ser um país em sua maioria ateu, o natal é celebrado por toda a população com árvores decoradas, biscoitos especiais e comidas típicas. Nos trens, ônibus e metrôs há um silêncio quase total, porque a maioria dos passageiros sempre lê algum livro, jornal ou revista. Nas estradas, não existe pedágio, mas os motoristas precisam comprar um selo anual que franqueia o tráfego. E o melhor, deixamos para final: nos restaurantes, a cerveja custa menos do que a água! Parece que Isadora gostou da experiência tcheca e quem sabe, resolve lá ficar para sempre. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Notícias Tchecas

   O  dia 21 de agosto traz uma triste lembrança para o povo tcheco. É que em 1968, 47 anos atrás, as tropas da União Soviética e do pacto de Varsóvia, compostas por tanques e centenas de milhares de soldados, invadiram a antiga Tchecoslováquia.
  Os invasores ocuparam a República, prenderam os governantes e instalaram um novo governo, submisso ao comando de Breznev, matando o sonho do socialismo humanitário imaginando pelo então líder tcheco, Alexander Dubcek, que, cheio entusiasmo, patriotismo e esperanças, estava no poder havia apenas sete meses.   
A concepção socialista do dirigente soviético Leonid Breznev era bem diferente e muito menos democrática. De socialismo só ostentava o nome, pois, na prática, era uma cruel ditadura. A experiência tcheca foi esmagada por ser considerada perigosa, segundo a opinião dominadora dos soviéticos. Demorou 22 anos para que o país reconquistasse a soberania e com isso a independência política, que só aconteceu depois da queda do muro de Berlim.

   A economia na Tchéquia (República Tcheca) não para de crescer. Estatísticas informam que o aumento do PIB produto interno bruto nos últimos doze meses foi de 4,5 %, um dos maiores entre os países da União Europeia. E só não foi maior por falta de mão de obra. Comparando com o sistema econômico durante o regime comunista, quando faltava quase tudo, inclusive carne e produtos de primeira necessidade, fica mais do que comprovado que o sistema capitalista, quando bem administrado, é muito mais vantajoso para toda a população do que a economia socialista que de socialismo só tinha o nome.

República Tcheca - PIB Taxa de Crescimento Anual