sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Notícias da República Tcheca - Editada dia 13 de novembro de 2009

Em comemoração à Data Nacional da República Tcheca, o Embaixador Ivan Jancarek e Senhora convidaram o corpo diplomático, patrícios tchecos e o público apreciador de boa música clássica para o concerto do Trio Smetana (imagem) que se realizou no dia 10 de novembro no Auditório da Casa Thomas Jefferson. E realmente não poderia haver comemoração mais digna e típica, pois a música erudita tem raízes seculares nesse pequeno país do centro da Europa. Os três integrantes do mundialmente prestigiado trio, Jitka Cechova no piano, Jana Vonaskova Novakova no violino e Jan Palenicek ao violoncelo, interpretaram magnificamente o primeiro trio em dó menor de Villa-Lobos e o Trio em sol menor Op. 15 de Bedrich Smetana, provando ao vivo a boa fama da arte interpretativa que classifica os músicos tchecos entre as potências mundiais das artes sonoras. Parabéns à embaixada tcheca pela iniciativa.

A medicina tcheca sempre teve alto nível. Seus médicos têm ótimo conceito no âmbito internacional. Prova disso é o crescente número de estrangeiros que procuram especialistas e hospitais tchecos para tratar seus problemas de saúde. Ultimamente, uma especialidade muito procurada é a de cirurgias plásticas. Recente pesquisa informou que ¼ dos pacientes que procuram esse procedimento na República Tcheca, é de estrangeiros, principalmente alemães e ingleses. Na verdade, alemãs e as inglesas, porque os homens só representam dez por cento dos clientes. As principais correções aplicadas nas mulheres são o aumento de seios e melhorias no rosto.


Famoso maestro e virtuoso violinista russo Vladimir Spivakov (imagem) apresentou-se recentemente em Praga com a orquestra Virtuoses de Moscão. O tempo livre, ele aproveitou para passear pelas ruas da capital tcheca, inclusive para saborear o delicioso salsichão tcheco com mostarda vendido nos quiosques da Praça São Venceslau. Para surpresa do artista, a vendedora ambulante o reconheceu e pediu autógrafo. Realmente, na República Tcheca a música erudita tem seus apreciadores até nos quiosques das praças públicas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Notícias da República Tcheca - Editada dia 6 de novembro de 2009

Após semanas de impasse, o presidente tcheco Vaclav Klaus (imagem) assinou, como último dos 27 dirigentes europeus, o Tratado de Lisboa, um tipo de Constituição da União Européia. Baseado no parecer favorável do tribunal constitucional tcheco, mesmo a contragosto, Klaus ratificou esse documento fundamental para União. Na opinião de Klaus, apelidado de europessimista, o tratado limita a soberania do Estado Tcheco. Vencidos todos os obstáculos nos últimos dois anos de duras negociações, inclusive a forte resistência do presidente tcheco, o Tratado de Lisboa finalmente entra em vigor. Entre outros efeitos, o novo tratado cria o cargo de presidente estável da União Européia que antes funcionava de forma rotativa entre os membros com duração de 6 meses.

“Vinte anos após a queda do muro de Berlim”. Esse foi o tema de uma discussão promovida pela prestigiada Escola de Economia de Londres. Entre os palestrantes que tiveram o papel de destaque na época estava o ex-presidente tcheco Vaclav Havel (imagem). Perguntado o que faria de diferente em 1989 ele respondeu que daria menos peso aos economistas e destacaria mais o aspecto moral da mudança.

Enquanto que no Brasil acaba de entrar em vigor o horário de verão, na Europa, incluindo a República Tcheca, os relógios voltaram ao “horário normal”. Com isso a diferença entre o Brasil e a República Tcheca é de 5 horas. Na Europa, o horário de verão vigorou por 7 meses. A idéia de mudar o horário é atribuída ao americano Benjamin Franklin que no ano de 1784 sugeriu a mudança para economizar velas. Os especialistas em energia são quase unânimes em concordar que, atualmente, a economia de energia provocada pela mudança de horário é mínima, mas mesmo assim a maioria dos países ainda adota este incômodo duvidoso.

A moda que invade cada vez mais a Europa é a da festa americana de Halloween. Uma reação contra a americanização das tradições ocorreu no dia de Finados em Praga, onde foi organizado um desfile de fantasmas e bruxas genuinamente tchecas. Contam as lendas que o castigo dos mortos pelos seus crimes é assustar eternamente as pessoas. E assim desfilaram nobres sem cabeça e cabeças carregadas pelos assassinos. Não faltaram prostitutas, comerciantes desonestos, prefeitos corruptos entre outros. Fadas e Vodnik, o homem que vive submerso nos rios e nas lagoas, também compareceram. O desfile provou que os tchecos não precisam importar fantasmas americanos pois têm fantasmas mais que suficiente da própria origem.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Notícias da República Tcheca - Editada dia 30 de outubro de 2009

No último dia 28, quarta-feira, comemorou-se o dia nacional tcheco, quando se relembra a fundação da Tchecoslováquia em 1918. Até aquele ano, existia um reino tcheco, às vezes independente, às vezes subordinado a vizinhos poderosos. Por cerca de 400 anos, de 1526 a 1918, o reino tcheco viveu incorporado ao imprio Austro-Húngaro, governado pela família de Habsburg. Durante o domínio, os austríacos tentaram de todas as formas ‘germanizar’ o povo tcheco e convertê-lo à religião católica. Terminada a Primeira Guerra Mundial, o povo tcheco reconquistou sua independência, libertou-se do jugo austríaco e criou a primeira república, chamada Tchecoslováquia, unindo a Boêmia e a Morávia, que abrigavam o povo tcheco, a Eslováquia, e o povo de uma pequena parte da Rússia, que se situava aos pés das montanhas chamadas Carpatas.

Para presidente da nova república foi eleito o professor Tomás G. Masaryk (imagem), um filósofo e intelectual de grande prestígio na comunidade internacional daquela época. As regiões da Boêmia e Morávia, dentro da República, eram fortemente industrializadas e tinham relativamente alto padrão de vida. Já a parte eslovaca, de forte influência húngara, era mais agrícola. Durante os 20 anos seguintes, a Tchecoslováquia desenvolveu ainda mais seu parque industrial e seu sistema democrático formando por um parlamento, partidos políticos, primeiro ministro e o presidente. Com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha vizinha, a minoria alemã que vivia na Tchecoslováquia começou a organizar um movimento contrário ao governo tcheco, que culminou no ano de 1938, com a anexação da parte da república Tcheca ao 3º Reich de Hitler. No ano de 1939, os alemães ocuparam o que ainda restava da república. A parte eslovaca proclamou sua independência, criando o estado Eslovaco, e se aliou a Hitler. E assim terminou a Primeira República da Tchecoslováquia, cuja fundação, no dia 28 de outubro de 1918, estamos comemorando.

Em Brasília, o dia nacional foi comemorado com uma recepção na residência do embaixador da República Tcheca. Além dos anfitriões Sr. Ivan Jancarek e senhora, estavam presentes o embaixador da Eslováquia, Sr. Branislav Hitka e senhora, e os tchecos residentes em Brasília, temporária ou definitivamente. A confraternização foi animada pela pequena banda de sopros do maestro Stanislav Schulz que interpretou polcas e valsas genuinamente tchecas. E para completar o clima, um prato típico, Gulasch (imagem), bem apimentado, regado a cerveja tcheca Pilsen Urquel, que coroaram a comemoração da fundação da antiga Tchecoslováquia, 91 anos atrás.