sexta-feira, 3 de julho de 2015

Notícias tchecas

  Ontem, 03 de julho, completaram-se 161 anos do nascimento do importante compositor tcheco Leos Janacek. Nascido em 1854 na pequena aldeia de Hukvaldy, na Morávia, Janacek recebeu as primeiras instruções musicais no Mosteiro dos Agostinos, em Brno e a  formação profissional em Praga, Lípsia e Viena.
  Em 1881 voltou para a cidade de Brno, a capital da Morávia, onde passou quase toda a vida, como professor do Conservatório de música daquela cidade.
  Sua primeira obra bem sucedida, a ópera Jenufa, foi concluída quando ele tinha 50 anos de idade. O conceito que ele tinha de que as linhas melódicas deveriam refletir o ritmo e a altura do discurso musical tcheco, diferencia do de todos os compositores da sua época. Após aposentar-se como professor, Janacek passou a se dedicar em tempo integral à composição, alcançando sucesso nacional e internacional com as óperas: A Raposinha Matreira, A Questão Makropulos e Da Casa da Morte.
 Na música instrumental destacam-se o Sexteto Juventude, a Danças de Lassko e a heróica rapsódia eslavônica Taras Bulba, a Sinfonieta e a Missa Glagólica, composta quando ele já tinha 72 anos. Janácek foi um compositor nacionalista, que desenvolveu uma técnica eminentemente pessoal influenciada pelo estudo da língua popular falada, cujas inflexões e cadências próprias o compositor considerava o verdadeiro princípio formativo do estilo musical de um povo. Faleceu em 1928, consagrado como um compositor de primeira grandeza mundial e tanto ele quanto sua obra continuam vivos nos palcos mundiais.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Notícias tchecas

  Com o patrocínio da Embaixada da República Tcheca em Brasília e do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o grupo tcheco Lokvar de teatro de marionetes vai se apresentar em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Esse grupo é um dos principais representantes da escola tradicional tcheca de teatro de marionetes. Sem desrespeitar os elementos tradicionais, os artistas usam métodos e técnicas modernas e alternativas. 
  No total, o grupo Lokvar vai apresentar 32 sessões e 8 oficinas de criação e manipulação de bonecos. Em Brasília, a companhia vai encenar duas peças: a primeira,  “João, o Indeciso”, vai ser apresentada nos jardins do CCBB nos dias 2 e 3 de julho (5.a e 6.a feira) às 10h e às 15 horas, e nos dias 4 e 5 de julho (sábado e domingo) às 10h30 e às 15h, A segunda peça, “A Pequena Sereia” vai ser apresentada no Teatro II do CCBB nos dias 2 e 3 de julho (5.a e 6.a feira) às 19h e nos dias 4 e 5 (sábado e domingo) às 18h.  A entrada é franca. As senhas para obter ingressos começam a ser distribuídas uma hora antes do inicio de cada sessão.
  A primeira peça, “João, o Indeciso”, fala sobre as dificuldades que o herói tem que enfrentar, como dragões, bandidos e demônios, na procura da noiva certa.  A peça é baseada em um conto de fadas tradicional. Nessa busca, João precisa da ajuda da platéia para vencer os desafios e chegar ao final feliz desejado. A segunda peça, “A Pequena Sereia”, é inspirada num conto de Hans Christian Andersen. Além dos atores tchecos, vão participar dos espetáculos quatro jovens atores brasileiros, que, no começo de junho, passaram duas semanas em Praga num programa de intercâmbio cultural junto com a equipe Lokvar, que é composta por quatro profissionais, todos formados pela Faculdade de Teatro da Academia de Artes Musicais (DAMU) em Praga.
      Os espetáculos do grupo agradam não somente crianças.  Certamente, também agradarão os pais que as acompanharão. Será mais uma oportunidade de conhecer outra vertente de artistas tchecos.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Notícias tchecas

     Por iniciativa da Embaixada Tcheca em Brasília, uma turma de estudantes brasilienses participou neste mês de um intercambio cultural na República Tcheca, onde conviveram com o grupo tcheco Lokvar, principal conjunto de artistas de teatro de bonecos. Os brasilienses assistiram a espetáculos, ensaios, palestras, discussões e penetraram na intimidade dessa arte que, na República Tcheca, atingiu o mais alto nível internacional. Uma visita ao Museu do Teatro de Bonecos, na cidade de Chrudim, completaram as aulas práticas. As declarações apaixonantes dos brasileiros, que passaram curta temporada em Praga no meio de bonecos e manipuladores tchecos, tiveram a oportunidade de conhecer a hospitalidade de colegas tchecos, além das belezas da capital tcheca, atestam a importância de intercâmbios culturais entre o Brasil e a República Tcheca.

     No final da semana passada, foi realizado na cidade tcheca de Kolin, de cerca de trinta mil habitantes, um tradicional festival internacional de bandas de sopro. A tradição de reunir durante quatro dias bandas de vários países já conta com 52 reprises.  
     Este ano vão se  apresentar 44 bandas, entre elas,  da Itália, Áustria, Alemanha, Hungria e Letônia. O festival tem o nome de Kmochuv Kolin, reverenciando Frantisek Kmoch, nascido em 1848 e morto em 1912, fundador da banda municipal e compositor de tradicionais marchas tchecas,
     A falta de água não é fenômeno exclusivo do Brasil. O principal rio na República Tcheca, Labe ou Elba em alemão, está com o nível de água tão baixo que tem lugares onde se pode passar de um lado ao outro a pé. A causa dessa deficiência é a falta de chuvas e, principalmente, a pouca neve no inverno que, quando derrete, abastece os rios com as águas do degelo. A navegação comercial está parada e todo esse setor conta prejuízos.