sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Notícias Tchecas






    Em 17 de Novembro de 1989, 28 anos atrás, um movimento popular derrubou o regime comunista patrocinado pela antiga União Soviética, que governava a então Tchecoslováquia havia 40 anos. Caracterizado pela opressão policial, o regime perseguia implacavelmente os opositores, especialmente intelectuais, escritores e artistas. No campo econômico, os resultados eram catastróficos. As indústrias, o comércio e os serviços eram estatais e todos os trabalhadores eram funcionários públicos, E como tal, não existiam para eles estímulos para aumentar ou melhorar a produção. Faltava tudo no mercado, até comida. A insatisfação popular culminou naquele novembro de 1989 com manifestações na capital e em outras grandes cidades, e teve a participação de milhões de pessoas. Foram demonstrações pacíficas, mas de muita força moral, apelidadas posteriormente de Revolução de Veludo. Um dos líderes desse movimento foi o escritor Václav Havel, que passou vários anos em prisões comunistas e que, mais tarde, foi eleito presidente da República. O lema da Revolução de Veludo era: “O amor e a verdade devem vencer a mentira e o ódio”.  Passados 28 anos, uma pesquisa revelou que parte da população tcheca, que atualmente vive num regime democrático e numa sociedade de consumo, já se esqueceu das dificuldades do regime tirânico. E hoje, apesar da prosperidade da população, existem críticas à situação atual. É  uma característica do ser humano essa de sempre reclamar e estar descontente. A principal crítica se refere ao lema da revolução: “o amor e a verdade devem vencer a mentira e o ódio” que é incontestável no seu conteúdo, mas muito difícil de ser implantado numa sociedade contemporânea.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Notícias Tchecas


    Em janeiro do ano que vem será eleito o novo presidente da República Tcheca, ou Tchéquia. Os principais candidatos participam de debates na TV. 19 concorrentes, entre eles o presidente atual, Milos Zeman, estão regularmente inscritos e em condições legais de participar do sufrágio popular. Conhecido como simpatizante da Rússia e da China, Zeman é frequentemente hostilizado pela população pró ocidente. Aparentemente de saúde fragilizada, circulam na internet notícias sobre doenças do presidente, algumas bem graves. Já seu médico particular afirma que, apesar de certas dificuldades de locomoção, a saúde dele está sob controle, enfatizando que até o nível de açúcar no sangue diminuiu. Assim, afirma, ele está em condições de exercer mais um mandato do principal cargo da república. A decisão está nas mãos dos eleitores.

      A taxa de desemprego na Tchéquia, atualmente de 3,8%, é a menor entre os países da União Europeia. Faltam traba- lhadores para ocupar vagas disponíveis na indústria e no comércio. O número de estrangeiros com carteira assinada aumenta a cada ano. Em 2016 atingiu o respeitável número de quase 400 mil pessoas.  A maioria dos estrangeiros que trabalha regularmente no país é de eslovacos, que representam 2/5 desse total. Outro grupo significativo é da Ucrânia. O Governo tcheco facilita a autorização de trabalho para cidadãos da União Europeia, para estrangeiros que estudam ou se formaram na República Tcheca e para estrangeiros que têm residência definitiva no país.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Notícias Tchecas



    No dia 28 de Outubro comemorou-se o dia nacional tcheco, ocasião em que se relembra a fundação da Tchecoslováquia em 1918. Até aquele ano, existia um reino tcheco, às vezes independente, as subordinado a vizinhos poderosos. Por cerca de 400 anos, de 1526 a 1918, o reino tcheco viveu incorporado ao império Austro - Húngaro governado pela a família de Habsburg. Durante o domínio, austríacos tentaram de todas as formas “germanizar” o povo tcheco e convertê-lo à religião católica. Terminada a Primeira Guerra Mundial, o povo tcheco reconquistou sua independência, libertou-se do jugo austríaco e criou a primeira república chamada Tchecoslováquia, unindo a Boêmia e a Morávia, (que abrigavam o povo tcheco), a Eslováquia , e o povo de uma pequena parte da Rússia, que se situava aos pés das montanhas chamadas “Carpatas”.

     Para o presidente da nova república foi eleito o professor Tomás G. Massaryk, um filósofo e intelectual de grande prestígio na comunidade internacional daquela época. As regiões da Boêmia e da Morávia, dentro da República, eram fortemente industrializados e tinham relativamente alto padrão de vida. Já a parte eslovaca, de forte influencia húngara, era mais agrícola. Durante os 20 anos seguintes a Tchecoslováquia desenvolveu ainda mais seu parque industrial e seu sistema democrático formado por um parlamento, partidos políticos, primeiro ministro e o presidente. Com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha vizinha, a minoria alemã que vivia na Tchecoslováquia começou a organizar um movimento contrario ao governo, que culminou, no ano de 1938, com a anexação da parte da República Tcheca ao 3º Reich de Hitler. No ano de 1939, os alemães ocuparam o que restava da república. A parte eslovaca proclamou sua independência, criando o estado Eslovaco, e se aliou a Hitler. E assim terminou a Primeira República da Tchecoslováquia, cuja fundação, no dia 28 de outubro de 1918 é comemorada.