sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Notícias Tchecas


     No último sábado, 27 de janeiro, foram concluídas as eleições para o posto de presidente da República Tcheca. O atual presidente, Milos Zeman, obteve pequena vantagem dos votos e será reconduzido ao cargo para mais cinco anos. Defensor incondicional da política expansionista russa, estadista imprevisível, autor de gafes incompatíveis com o cargo ocupado, inimigo da imprensa e portador de hábitos pessoais pouco recomendáveis... Tudo isso foi perdoado pelo eleitor tcheco, que viu na pessoa de Zeman a imagem de um cidadão comum. O que não deveria ser perdoado é essa simpatia pelo comunismo russo que tão mal fez ao povo tcheco quando ocupou o país com tanques, prendeu e torturou patriotas e levou a economia tcheca à bancarrota. O candidato perdedor, Jiri Drahos, professor universitário com vários títulos, trabalhos publicados em várias línguas é o representante da parte culta do povo tcheco. Suas qualidades intelectuais e extrema seriedade o qualificariam para o cargo, mas, mais uma vez, ficou provado que o povo não gosta dos intelectuais. A população tcheca perdeu uma oportunidade de eleger uma personalidade com reconhecimento e o respeito dos principais lideres mundiais, que, certamente, reforçaria o peso da Tchequia na União Europeia e nos órgãos culturais mundiais. Uma pena! Uma oportunidade perdida! Esse é o lado negativo da democracia.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Notícias tchecas


     Na noite da última terça-feira, dia 23, realizou-se na TV Prima o primeiro debate entre os candidatos que vão concorrer no segundo turno ao cargo de presidente da República Tcheca. Os argumentos e provas apresentadas de uma maneira séria  e  disciplinada  pelo professor universitário   Jiri   Drahos    contrastaram  com  o   estilo populista de Milos Zeman, um político de rua, que não respeitou as regras  do  diálogo  civilizado, inclusive interrompendo as falas  do oponente.  O  público  barulhento  e a direção fraca do moderador distorceram a avaliação objetiva do resultado desse debate.

 Na época do regime comunista, era quase impossível para um cidadão tcheco emigrar, principalmente se fosse para um país ocidental de regime capitalista. Da mesma maneira, a imigração de estrangeiros para a então Tchecoslováquia praticamente não existia, ninguém queria se mudar para um paraíso socialista. Depois da queda do regime totalitário em 1989, as fronteiras foram abertas para o fluxo de ida e volta. Muitos tchecos voltaram do exílio e outros emigraram. O que mais chama atenção é a quantidade de imigrantes estrangeiros que escolheram a República Tcheca para sua nova residência. Conforme as últimas estatísticas, hoje vive legalmente lá meio milhão de estrangeiros, e todos encontraram trabalho, desde os mais simples como vendedores e garçons até engenheiros e técnicos qualificados.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Notícias Tchecas



No último dia 16, o povo tcheco lembrou o sacrifício do estudante Jan Palach, que, há 49 anos, cometeu suicídio colocando gasolina e ateando fogo no próprio corpo. Uma manifestação realizada na Praça da Cidade Velha, bairro histórico de Praga, fez a homenagem póstuma a esse patriota que, com um gesto tão extremo, protestou contra a aceitação passiva da população da invasão   das   tropas  russas  em  1968 , 
que acabou com o movimento pró-democrático liderado, na época, pelo primeiro ministro Alexander Dubcek.




    
A contagem de votos dos candidatos para o cargo de presidente da República Tcheca terminou sábado à noite, dia 13. O resultado correspondeu às previsões. No segundo turno, que será realizado no final da semana que vem, vão se enfrentar o atual presidente Milos Zeman, que recebeu 38% dos votos, e o professor universitário Jiri Drahos, com 26% de preferência. Dos nove candidatos derrotados, cinco, que juntos obtiveram 30% dos votos, já prometeram apoio a Drahos. Os eleitores tchecos que votaram no exterior reprovaram maciçamente o presidente atual, Zeman. Acertos pré-eleitorais dos próximos dias e debates entre candidatos na televisão serão decisivos. Os eleitores tchecos registrados na Embaixada, em Brasília, e no Consulado Geral, em São Paulo, devem comparecer nos dias 25 (quinta-feira) e 26 (sexta-feira) entre às 14h e às 19h no mesmo endereço onde votaram na semana passada, para escolher entre o presidente atual Milos Zeman e professor universitário Jiri Drahos, o novo presidente da República Tcheca.