No
último sábado, 27 de janeiro, foram concluídas as eleições para o posto de
presidente da República Tcheca. O atual presidente, Milos Zeman, obteve pequena
vantagem dos votos e será reconduzido ao cargo para mais cinco anos. Defensor
incondicional da política expansionista russa, estadista imprevisível, autor de
gafes incompatíveis com o cargo ocupado, inimigo da imprensa e portador de hábitos
pessoais pouco recomendáveis... Tudo isso foi perdoado pelo eleitor tcheco, que
viu na pessoa de Zeman a imagem de um cidadão comum. O que não deveria ser
perdoado é essa simpatia pelo comunismo russo que tão mal fez ao povo tcheco
quando ocupou o país com tanques, prendeu e torturou patriotas e levou a
economia tcheca à bancarrota. O candidato perdedor, Jiri Drahos, professor
universitário com vários títulos, trabalhos publicados em várias línguas é o
representante da parte culta do povo tcheco. Suas qualidades intelectuais e
extrema seriedade o qualificariam para o cargo, mas, mais uma vez, ficou
provado que o povo não gosta dos intelectuais. A população tcheca perdeu uma
oportunidade de eleger uma personalidade com reconhecimento e o respeito dos
principais lideres mundiais, que, certamente, reforçaria o peso da Tchequia na
União Europeia e nos órgãos culturais mundiais. Uma pena! Uma oportunidade
perdida! Esse é o lado negativo da democracia.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Notícias tchecas
Na noite da última terça-feira, dia 23, realizou-se na TV Prima o primeiro debate entre os candidatos que vão concorrer no segundo turno ao cargo de presidente da República Tcheca. Os argumentos e provas apresentadas de uma maneira séria e disciplinada pelo professor universitário Jiri Drahos contrastaram com o estilo populista de Milos Zeman, um político de rua, que não respeitou as regras do diálogo civilizado, inclusive interrompendo as falas do oponente. O público barulhento e a direção fraca do moderador distorceram a avaliação objetiva do resultado desse debate.
Na
época do regime comunista, era quase impossível para um cidadão tcheco emigrar,
principalmente se fosse para um país ocidental de regime capitalista. Da mesma
maneira, a imigração de estrangeiros para a então Tchecoslováquia praticamente
não existia, ninguém queria se mudar para um paraíso socialista. Depois da
queda do regime totalitário em 1989, as fronteiras foram abertas para o fluxo de
ida e volta. Muitos tchecos voltaram do exílio e outros emigraram. O que mais
chama atenção é a quantidade de imigrantes estrangeiros que escolheram a
República Tcheca para sua nova residência. Conforme as últimas estatísticas,
hoje vive legalmente lá meio milhão de estrangeiros, e todos encontraram
trabalho, desde os mais simples como vendedores e garçons até engenheiros e
técnicos qualificados.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Notícias Tchecas
No último dia 16, o povo tcheco lembrou o sacrifício do estudante Jan Palach, que, há 49 anos, cometeu suicídio colocando gasolina e ateando fogo no próprio corpo. Uma manifestação realizada na Praça da Cidade Velha, bairro histórico de Praga, fez a homenagem póstuma a esse patriota que, com um gesto tão extremo, protestou contra a aceitação passiva da população da invasão das tropas russas em 1968 , que acabou com o movimento pró-democrático liderado, na época, pelo primeiro ministro Alexander Dubcek.
A contagem de votos dos
candidatos para o cargo de presidente da República Tcheca terminou sábado à
noite, dia 13. O resultado correspondeu às previsões. No segundo turno, que
será realizado no final da semana que vem, vão se enfrentar o atual presidente
Milos Zeman, que recebeu 38% dos votos, e o professor universitário Jiri Drahos,
com 26% de preferência. Dos nove candidatos derrotados, cinco, que juntos
obtiveram 30% dos votos, já prometeram apoio a Drahos. Os eleitores tchecos que
votaram no exterior reprovaram maciçamente o presidente atual, Zeman. Acertos
pré-eleitorais dos próximos dias e debates entre candidatos na televisão serão
decisivos. Os eleitores tchecos registrados na Embaixada, em Brasília, e no
Consulado Geral, em São Paulo, devem comparecer nos dias 25 (quinta-feira) e 26
(sexta-feira) entre às 14h e às 19h no mesmo endereço onde votaram na semana
passada, para escolher entre o presidente atual Milos Zeman e professor
universitário Jiri Drahos, o novo presidente da República Tcheca.
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