Há 21, no dia 17 de novembro de 1989, um movimento popular derrubou o regime comunista, patrocinado pela antiga União Soviética, que governava a Tchecoslováquia havia 40 anos. Caracterizado pela opressão policial, o regime perseguia implacavelmente os opositores, especialmente intelectuais, escritores e artistas. No campo econômico, os resultados eram catastróficos. Todas as indústrias, comercio e serviços, eram
estatais e todos os trabalhadores eram funcionários públicos e como tal não existia para eles estímulos para aumentar e melhorar a produção. Faltava tudo no mercado, ate comida. A insatisfação popular culminou naquele Novembro de 1989 em manifestações na capital e em outras grandes cidades, com a participação de milhões de pessoas. Eram demonstrações pacíficas, mas de muita força moral, apelidadas posteriormente de revolução de veludo. Um dos lideres do movimento foi o escritor Vaclav Havel que passou vários anos em prisões comunistas e que mais tarde foi eleito presidente da República. O lema da Revolução de Veludo foi ´´ O amor e a verdade devem vencer a mentira e o ódio´´. Passados esses 21 anos, uma pesquisa revela que a parte da população tcheca esqueceu-se das dificuldades do regime passado, substituído pelo regime democrático e pela sociedade de consumo. E hoje, apesar da prosperidade da população, existem críticas à situação atual. É uma característica do ser humano sempre reclamar e estar descontente. A principal crítica se refere ao lema da revolução: ´´ O amor e a verdade devem vencer a mentira e o ódio´´ que é incontestável no seu conteúdo, mas muito difícil de ser implantada numa sociedade contemporânea.

A medicina tcheca sempre teve bom nome entre os especialistas europeus. Vári
os médicos com inovações se inscreveram na historia da arte de curar pessoas. Os hospitais tchecos também são conhecidos pela a excelência de seus serviços. Mas esta situação altamente positiva tem o seu lado negativo. Ultimamente um grande número de médicos tchecos recebeu propostas tentadoras para trabalhar no exterior. Cerca de 4 mil deles correspondente á ¼ do total de médicos efetivos de hospitais tchecos, já pediram demissão dos postos para assumir empregos no exterior. Para a população isso representa uma séria ameaça à saúde.

Lei é lei, regra é regra. Num país sério, todos os cidadãos, mesmo os de postos mais altos num governo, sã
o obrigados a se submeter à legislação vigente. Nesta semana, o ministro tcheco de transportes cometeu uma falha no transito e teve a carteira de motorista caçada pelo prazo de seis meses. Mesmo sendo ministro não vai poder dirigir, vai ter que andar de bonde!!!
