
Ele lembrou a trajetória do ex-presidente como
um homem corajoso que se opôs à ditadura comunista com seu aparelho opressivo.
Protestou contra a ocupação da Tchecoslováquia pelas tropas soviéticas em 1968
e assinou a famosa Carta 77, na qual intelectuais corajosos discordavam
veementemente da ditadura reinante no país. Havel foi preso, torturado e seus
livros e dramas teatrais, nos quais ele mostrou uma capacidade excepcional de
identificar erros e crimes do regime totalitário e formular a filosofia e a
essência da democracia moderna, foram proibidos.
A luta de Havel
em defesa dos direitos dos cidadãos e da liberdade de expressão, recusava a
violência, a opressão. A preferência pelo diálogo transformaram-no em líder
nacional, cuja consequência natural foi sua eleição para o cargo de presidente
da República Tcheca. Ele foi um exemplo de artista e escritor sem pretensões
políticas. Ainda assim, foi conduzido pela vontade popular ao mais importante
posto de uma república, posto esse que ocupou por onze anos.
Concluindo seu
discurso, o embaixador Jiri Havlík salientou que a mensagem deixada por Václav Havel é universal e atemporal. Ele
defendia que é dever de qualquer país respeitar e proteger os direitos humanos
dos homens e das mulheres em qualquer parte do mundo.
A exposição recém
inaugurada na SESC 504/505 fica aberta até 14 de dezembro. A entrada é
franca.