Neste final de semana o povo tcheco está votando em segundo turno para escolher o novo presidente do país. As opções são o ex-primeiro ministro Milos Zeman, apoiado por sindicalistas, partido comunista e simpatizantes de esquerda, e o atual ministro do exterior Karel Schwarzenberg, um descendente da antiga nobreza tcheca, apoiado por intelectuais, artistas e partidos de orientação mais para direita. Os resultados vão mostrar qual caminho o país vai seguir, qual direção vai tomar: se esquerda ou direita. Na prática, o poder do presidente tcheco está bem limitado. Seu cargo é mais representativo do que executivo. Quem governa o país são o congresso que aprova leis e o governo que as executa.
Uma característica do inverno tcheco são a neve e o gelo. Além de propiciar a prática de esqui e patinação, esses elementos são aproveitados pelas crianças para fazer bonecos e promover batalhas com pequenas bolas de neve. Já os artistas criam estátuas, castelos e outras esculturas. Existem até exposições e competições. Na cidade de Poustevny, por exemplo, foi realizado no começo de janeiro o 15º. Simpósio Reino da Neve. 22 escultores de três países criaram belas obras, sendo que algumas ultrapassaram o peso de onze toneladas. Mas, infelizmente, quando inverno acabar, todas essas obras voltarão ao estado original, isto é, vão derreter e virar água.
Cientistas tchecos desenvolveram aparelhos que detectam vida nos outros planetas, medem radiação cósmica, estudam os pólos magnéticos da Terra e os ventos solares. A eficiência desses aparelhos está sendo testada nos satélites da Agência Cósmica Europeia. Os resultados das medições podem, entre outras aplicações, ajudar a prever os terremotos na Terra.