segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Notícias Tchecas


 A República Tcheca é mundialmente conhecida pela fabricação de cerveja, considerada uma das melhores do mundo. Entre os aguardentes, é famosa a cachaça Slivovice, feita da fermentação de ameixa, e entre os licores, a Becherovka, aquela das garrafas verdes achatadas, feita originalmente de raízes de pinheiros. Os vinhos tchecos são menos conhecidos, mas ultimamente a qualidade está melhorando. Prova disso são as muitas medalhas conquistadas em concursos internacionais.
    Para matar a curiosidade, um grupo de brasileiros apreciadores de vinhos resolveu conferir “in loco” os sabores e aromas desses vinhos. Partem em excursão que começa dia 12 de setembro em Bratislava na Eslováquia, o país vizinho que antigamente fazia parte da Tchecoslováquia. O tour continua pelo interior do país e inclui o Slovak National Wine Salon em Pezinok e o castelo vermelho, visitados no primeiro dia, que termina em Nitra. No segundo dia, depois do tour pela cidade de Nitra, com sua catedral do século XI e o palácio do bispo, o grupo seguirá para Topolcanky, onde visita o castelo mais importante da Eslováquia. O ponto alto do dia será a degustação no Chateau Topolcianky. No fim do dia, a excursão cruza a fronteira e se desloca para e República Tcheca, em direção a Straznice. Para o dia seguinte está programada uma visita a um Museu ao ar livre, com a típica arquitetura popular. E para não desviar do objetivo da viagem, uma visita privativa às adegas em Plze, decoradas com ornamentos populares.A parada seguinte será na cidade de Uherské Hradiste, centro da região Slovácko, conhecida pelo folclore. E antes de chegar a Brno, capital da Morávia, uma breve parada em Buchlov para conhecer uma das mais importantes fortalezas da região. No quinto dia, na cidade de Znojmo, famosa pelas plantações de pepinos, o grupo participará de um festival de Strum, cujo tópico é a degustação do vinho jovem, com menos álcool e com delicioso sabor adocicado. E para não perder o rumo, a próxima visita será a um mosteiro em Louka, onde vão conhecer o museu de vinicultura e degustação de vinhos. E para terminar o dia, um jantar no típico restaurante Rainha Elisabeth, regado com bom vinho da região. As notícias tchecas das próximas semanas comentarão a segunda parte dessa viagem fantástica pelas vinícolas eslovacas e tchecas.




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Notícias Tchecas

     O balanço dos resultados dos esportistas tchecos nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro deste ano não foi nada favorável e reavivou muita saudade do passado. Atletas como Emil Zatopek, Dana Zatopkova, e vários outros que conquistaram uma safra de medalhas, não prepararam os seguidores. E quando se fala em campeões do passado, surge outro nome, a ginasta Vera Caslavská, que faleceu nesta terça-feira aos 74 anos, em conseqüência de câncer do pâncreas. Nos jogos olímpicos de 1968, no México, ela conquistou quatro medalhas, três de ouro e uma de prata. Nos    anos    seguintes,    ganhou    mais    sete    medalhas    olímpicas.
Fora das olimpíadas, em campeonatos mundiais e europeus, ela conquistou 140 medalhas, entre elas 22 de ouro, o que a classifica como a esportista tcheca de maior sucesso nas competições mundiais. Além das medalhas, ela recebeu muitas homenagens e teve sua vida retratada em um filme. Em 1968, quando a União Soviética invadiu a Tchecoslováquia, Caslavska protestou publicamente e, como castigo aplicado pelo presidente tcheco na época, o comunista Husák, ela foi expulsa de todas as associações esportivas e proibida de competir. Para sobreviver, trabalhou vários anos como faxineira. Esse foi o reconhecimento do governo comunista pelas glórias que ela deu ao país. A morte da Vera Caslavska, essa grande esportista e patriota tcheca, que brilhou na ginástica artística, deixa todo país de luto por muito tempo.  




sábado, 27 de agosto de 2016

Notícias Tchecas

     Terminaram domingo, dia 21, os Jogos Olímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro. Foi um sucesso! Para os esportistas tchecos os resultados foram os piores desde 1932. A representação tcheca terminou em 43° lugar com 10 medalhas, uma de ouro, duas de prata e sete de bronze. Já os brasileiros foram mais bem sucedidos. Terminaram em 13° lugar com 19, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze medalhas, quase o dobro da conquista dos tchecos. O que poderia consolar os tchecos seria a média de medalhas por habitante. Considerando a população tcheca de 10 milhões, cada medalha conquistada corresponde a um milhão de cidadãos. Já os brasileiros, com 220 milhões de habitantes e 19 de medalhas, conquistou 1 medalha para cada 11,5 milhões de pessoas. Nesta proporção, os tchecos superaram os brasileiros.

     Mas nem todos os resultados foram negativos. A Casa Tcheca, um espaço aberto para divulgar a República Tcheca durante os jogos, recebeu a visita de 40 mil turistas e esportistas do mundo inteiro, o dobro do previsto, que era de 20 mil pessoas. Sucesso alcançado principalmente por causa da culinária tcheca regada à verdadeira cerveja tcheca.
     Já o belo exemplo de espírito olímpico foi mostrado pelo esgrimista tcheco Jiri Beran. Faltando 27 segundos para terminar o duelo com o brasileiro Athos Schwantes, o tcheco avançou sobre o adversário, mas não o atingiu. Sem perceber, o juiz deu-lhe o ponto positivo que o qualificaria para a rodada seguinte. Percebendo o engano, o atleta tcheco comunicou o fato ao árbitro, que reverteu o ponto a favor do outro contendor, e acabou eliminado da competição. Beran não ganhou medalha, mas mostrou o alto nível de honestidade esportiva e de espírito olímpico, que tanto faltou a certos perdedores.