quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS TCHECAS – PARA 2 de fevereiro 2013


 No fim da semana passada, realizaram-se eleições presidenciais na República Tcheca. Dos dois candidatos que se enfrentaram no segundo turno, o ministro de exterior, Karel Schwarzenberg, apesar do apoio maciço recebido pelos tchecos residentes no exterior, perdeu para candidato populista Milos Zeman. Contando os votos válidos, o vencedor teve 10% a mais de votos do que o perdedor. A posse será no dia 8 de março, para um mandato de 5 anos.


     O futuro presidente tcheco, Milos Zeman, nasceu em 28 de Setembro de 1944, na cidade de Kolín. Formou-se em 1969 na Faculdade de Economia e, por vários anos, trabalhou como pesquisador e pedagogo. Entrou para a política em 1990, quando foi eleito deputado para o congresso da antiga Tchecoslováquia. Progrediu rapidamente na carreira política e, já em 1993, foi eleito líder do importante partido CSSD. Em 1996 foi novamente eleito deputado e escolhido para presidir a casa parlamentar por dois anos, até 1998, quando foi nomeado para cargo do primeiro ministro. Em 2002 passou o cargo ao sucessor, aposentou-se e se afastou da vida política, refugiando-se numa casa de campo no interior do país. Mas logo no ano seguinte, em 2003, interrompeu o jejum político e se candidatou ao cargo de presidente da república, sendo derrotado por Václav Klaus que exerceu dois mandatos de 5 anos e que, em março, entregará o cargo exatamente ao seu concorrente de 10 anos atrás. Em 2003 o futuro presidente, um político bastante autêntico, criou o próprio partido, mas não conseguiu se impor nas ultimas eleições parlamentares. O triunfo de Zeman veio este ano quando ficou em 1º lugar no primeiro turno e confirmou seu favoritismo no segundo turno. Nas primeiras declarações como presidente eleito, Zeman disse que pretende ser o presidente de todos os tchecos, independentemente da filiação política ou preferência eleitoral no recente pleito.
     A Sociedade Cultural Brasil República Tcheca parabeniza o novo presidente e lhe deseja muito sucesso no exercício de importante cargo do estado tcheco, para o qual foi eleito.
        

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS TCHECAS – PARA 26 DE JANEIRO 2013

Neste final de semana o povo tcheco está votando em segundo turno para escolher o novo presidente do país. As opções são o ex-primeiro ministro Milos Zeman, apoiado por sindicalistas, partido comunista e simpatizantes de esquerda, e o atual ministro do exterior Karel Schwarzenberg, um descendente da antiga nobreza tcheca, apoiado por intelectuais, artistas e partidos de orientação mais para direita. Os resultados vão mostrar qual caminho o país vai seguir, qual direção vai tomar: se esquerda ou direita. Na prática, o poder do presidente tcheco está bem limitado. Seu cargo é mais representativo do que executivo. Quem governa o país são o congresso que aprova leis e o governo que as executa.

Uma característica do inverno tcheco são a neve e o gelo. Além de propiciar a prática de esqui e patinação, esses elementos são aproveitados pelas crianças para fazer bonecos e promover batalhas com pequenas bolas de neve. Já os artistas criam estátuas, castelos e outras esculturas.  Existem até exposições e competições.  Na cidade de Poustevny, por exemplo,  foi realizado no começo de janeiro o 15º. Simpósio Reino da Neve. 22 escultores de três países criaram belas obras, sendo que algumas ultrapassaram o peso de onze toneladas. Mas, infelizmente, quando inverno acabar, todas essas obras voltarão ao estado original, isto é, vão derreter e virar água. 


Cientistas tchecos desenvolveram aparelhos que detectam vida nos outros planetas, medem radiação cósmica, estudam os pólos magnéticos da Terra e os ventos solares. A eficiência desses aparelhos está sendo testada nos satélites da Agência Cósmica Europeia. Os resultados das medições podem, entre outras aplicações, ajudar a prever os terremotos na Terra.  


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS TCHECAS – PARA 19. DE JANEIRO 2013

    Entre os dias 10 e 12 de janeiro foram realizadas as primeiras eleições diretas para a escolha do presidente da República Tcheca. A população, mesmo sem obrigação de votar, compareceu em massa para exercer esse direito democrático, que é escolher seu representante máximo. Em consequência do fuso horário, no continente americano a eleição começou já na quinta-feira, enquanto na República Tcheca os dias da votação foram sexta-feira e sábado. Os primeiros a votar foram os eleitores do Brasil, e uma hora depois, os dos Estados Unidos. Os dois primeiros votos foram depositados na Embaixada da República Tcheca em Brasília exatamente às 14 horas, horário local, pelo presidente da Sociedade Cultural Brasil- República Tcheca, o professor Bohumil Med, e sua filha Patrície Medová. O resultado da votação contradisse as pesquisas pré-eleitorais. O favorito Jan Fischer terminou em terceiro lugar, levando para o segundo turno o ex-primeiro ministro Milos Zeman e o atual ministro do exterior Karel Schwarzenberg.  Segundo várias comparações feitas na folha dos serviços prestados pelos dois competidores, o mais bem preparado para exercer o cargo máximo na República Tcheca seria Karel Schwarzenberg. Na contagem dos votos ele ficou em segundo lugar com defasagem de somente 1% atrás do primeiro. Porém os votos depositados pelos eleitores tchecos residentes no exterior foram extremamente favoráveis a Schwarzenberg.
        As eleições do segundo turno se realizarão em Brasília no prédio da embaixada da República Tcheca, nos dias 24 e 25 de janeiro, sempre das 14 às 21 horas.
        A Sociedade Cultural Brasil-República tcheca convoca os compatriotas que tem direito a voto para comparecerem às urnas e eleger o novo presidente tcheco.