sexta-feira, 8 de março de 2013

NOTÍCIAS TCHECAS – PARA 09 de Março 2013

 
     Quinta-feira passada, 8 de março, foi o último dia de Václav Klaus como presidente da República Tcheca. Depois de dez anos no exercício da função, ele passou a responsabilidade de dirigir o país para o sucessor Milos Zeman, eleito pelo voto popular. Fazendo um balanço da vida pública de Klaus, encontramos pontos positivos como a reestruturação da economia tcheca, destruída durante o regime comunista, e a condução da separação da Tchecoslováquia em dois países independentes, a República Tcheca e a Eslovaquia. Mas, no exercício da presidência, ele defendia posições pessoais muitas vezes destoantes da posição do próprio governo. Klaus foi um crítico rigoroso sobre a União Europeia, da qual a República Tcheca faz parte.  Discordava publicamente do movimento mundial contra o aquecimento global, classificando-o como exagerado. As duras críticas ao seu falecido antecessor, Václav Havel, também não eram internacionalmente bem recebidas e, muito menos, por grande parte da população tcheca, que venera Havel como um grande presidente.

  Mas, a atitude mais contestada foi um dos seus últimos atos na presidência quando, em 2 de janeiro, ele concedeu anistia a 17 mil presos, colocando-os em liberdade. Em datas especiais, diante de uma doença ou de numa situação atípica, o presidente tem o direito de anistiar um ou outro preso. Porém, nunca nenhum presidente anistiou uma quantidade tão grande de criminosos comuns – ladrões, sonegadores e similares, regularmente julgados e condenados por crimes comprovadamente cometidos. Alguns senadores e juízes consideram esse ato como, no mínimo, irresponsável. Já outras autoridades classificam essa anistia como um ato de traição à pátria. É lamentável que a trajetória do ex-presidente Klaus tenha terminado dessa maneira tão melancólica.

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